quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Pesquisa da USP demonstra riscos de corantes à saúde


Pesquisadores da USP estão jogando por terra o mito de que corantes não fazem mal à saúde.

Os estudos, coordenados pela professora Danielle Palma de Oliveira, têm chegado a resultados preocupantes sobre a ação destes componentes.

O grupo está estudando o uso de corantes na indústria têxtil, que entram em contato com a pele humana, na indústria de cosméticos, sobretudo tinturas para cabelos, e na indústria alimentícia.

Os principais riscos verificados estão ligados a danos genéticos, com a quebra das moléculas de DNA na células.

Em princípio, esse comportamento mutagênico pode levar ao desenvolvimento do câncer, embora esta associação não tenha sido pesquisada pelo grupo.

Corantes têxteis

As pesquisas começaram observando a presença de corantes químicos ligados à indústria têxtil, em um rio próximo à região metropolitana de São Paulo.

O grupo detectou que a exposição aos corantes provocava ações mutagênicas, como a quebra do DNA de células.

Os estudos agora já envolvem mais de 10 corantes da classe química AZO, e todos tiveram seus riscos à saúde comprovados: "Eles apresentaram danos ao material genético, com quebra de DNA ou de cromossomos," diz a pesquisadora.

Segundo Danielle, tais corantes são utilizados principalmente pela indústria têxtil, para o tingimento de fibras.

O risco para a saúde está no contato do corante com o suor, que pode fazer com que ele seja transferido para a pele. Visando comprovar estes efeitos, o grupo está desenvolvendo culturas de células de pele humana para realização de testes.

Corantes para cabelos

Com os avanços na questão dos corantes têxteis, Danielle iniciou o estudo de corantes ligados a outras indústrias, como os utilizados para mudança de coloração dos cabelos.

A pesquisa ainda está em fase inicial, mas já revelou alguns efeitos da utilização do produto.

"Já foi identificado que esses corantes são tóxicos, mas ainda não conseguimos verificar se eles também causam lesões ao DNA", declara.

Segundo Danielle, pesquisas sobre a ação destes componentes crescem principalmente nos Estados Unidos e na Comunidade Europeia, que não têm legislações específicas sobre as questões da utilização de corantes.

Corantes em alimentos

Um dos motivos do alerta se deu por conta de resultados em pesquisas europeias relacionadas às ações de corantes em alimentos infantis.

"Foi demonstrado que algumas papinhas podem levar as crianças a sofrerem alteração de comportamento e alergias, mas em pouco tempo [as substâncias prejudiciais] já estarão fora de circulação", conta a professora.

Legislação sobre corantes

A questão do risco dos corantes nunca foi estudada do modo devido por conta da suposição de que estes eram componentes inofensivos.

Porém, em virtude das descobertas recentes, a situação pode ser mais complexa. "Os corantes são substâncias perigosas e merecem mais atenção", declara Danielle.

No Brasil a legislação acerca do uso de corantes para a indústria têxtil também é inexistente, havendo regulação somente para o setor alimentício.

A professora, a partir dos resultados de suas pesquisas, propõe uma mudança na questão. "Nós procuramos utilizar os resultados de nossas pesquisas para embasar uma proposta de mudança na legislação", conta.

Porém, com os estudos em fase inicial, ela admite que esta mudança pode ser lenta. "Seria necessária uma reunião técnica com os legisladores para mostrar nossos resultados, mas isso ainda vai demorar um pouco", conclui.


Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=riscos-corantes-saude&id=7579
SOJA - A HISTÓRIA NÃO É BEM ASSIM



Você não sabia de nada disso?

   Hoje em dia existe uma verdadeira febre de consumo de soja. Propagada como um alimento rico em proteí­nas, baixo em calorias, carboidratos e gorduras, sem colesterol, rico em vitaminas, de fácil digestão, um ingrediente saboroso e versátil na culinária, a soja, na verdade é mais um “conto do vigário” do qual a maioria é ví­tima.

   É bem verdade que a soja vem da Ásia, mais especificamente da China. Porém, os chineses só consumiam produtos FERMENTADOS de soja, como o shoyu e o missô.

    Por volta do século 2 A.C., os chineses descobriram um modo de cozinhar os grãos de soja, transfomá-los em um purê e precipitá-lo através de sais de magnésio e cálcio, formando o assim chamado “queijo de soja” ou tofu. O uso destes alimentos derivados de soja se espalhou pelo oriente, especialmente no Japão. O uso de “queijo de soja” como fonte de proteí­na data do século 8 da era cristã (Katz, Solomon H: “Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems”, Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).

    Não é à toa que os antigos chineses não se alimentavam do grão de soja. Hoje a ciência sabe que ela contém uma série de substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, e que recebem o nome de antinutrientes.

    Um destes antinutrientes é um inibidor da enzima tripsina, produzida pelo pâncreas e necessária à boa digestão de proteí­nas. Os inibidores da tripsina não são neutralizados pelo cozimento. Com a redução da digestão das proteí­nas, o caminho fica aberto para uma série de deficiências na captação de aminoácidos pelo organismo. Animais de laboratório desenvolvem aumento no tamanho do pâncreas e até câncer nessa glândula, quando em dietas ricas submetidos a inibidores da enzima tripsina.

    Uma pessoa que não absorve corretamente os aminoácidos, tem o seu crescimento e desenvolvimento prejudicado. Você já notou que os japoneses são, normalmente, mais baixinhos? Já os descendentes que vivem em outros paí­ses e adotam as dietas desses paí­ses, costumam ter uma estatura maior que a média no Japão.O efeito inibitório da absorção de aminoácidos pode comprometer a fabricação de inúmeras substâncias formadas a partir dos mesmos, entre os quais, os neurotransmissores. A enxaqueca, a cefaléia em salvas, a cefaléia do tipo tensional, e outras dores de cabeça, além de depressão, ansiedade, pânico e fibromialgia, são causadas por um desequilí­brio dos neurotransmissores. Qualquer fator que prejudique a sua fabricação, pode aumentar ou perpetuar esse desequilí­brio.

     A soja contém também uma substância chamada hemaglutinina, que pode aumentar a viscosidade do sangue e facilitar a sua coagulação. Portadores de enxaqueca já sofrem de um aumento na tendência de coagulação do sangue e uma propensão maior a acidentes vasculares. A pior coisa para esses indiví­duos é ingerir substâncias que agravam essa tendência.
    Tanto a tripsina, quanto a hemaglutinina e os fitatos, que mencionaremos a seguir, são neutralizados totalmente pelo processo de fermentação natural da soja na fabricação de shoyu e missô, e parcialmente durante a fabricação de tofu.
     Os fitatos, ou ácido fí­tico, são substâncias presentes não apenas na soja, mas em todas as sementes, e que bloqueiam a absorção de uma série de substâncias essenciais ao organismo, como o cálcio (osteoporose), ferro (anemia), magnésio (dor crônica) e zinco (inteligência).

Você não sabia de nada disso?

    Mas a ciência já sabe, estuda esse fenômeno extensamente e não tem dúvidas a respeito. Já comprovou este fato em estudos realizados em paí­ses subdesenvolvividos cuja dieta é baseada largamente em grãos.
Claro que a divulgação desse conhecimento não é do interesse de toda uma indústria multibilionária da soja.     A soja contém mais fitato que qualquer outro grão ou cereal. (El Tiney AH: Proximate Composition and Mineral and Phytate Contents of Legumes Grown in Sudan”, Journal of Food Composition and Analysis, v. 2, 1989, pp. 67-78).
      Para os demais cereais e grãos (arroz integral, feijão, trigo, cevada, aveia, centeio etc), é possí­vel reduzir bastante e neutralizar em grande parte o conteúdo de fitatos, através de cuidados simples, como deixá-los de molho por várias horas e, em seguida, submeter a um cozimento lento e prolongado.Já os fitatos da soja não são reduzidos por essas técnicas simples, requerendo para isso um processo bem longo (muitos meses, no mí­nimo) de fermentação. O tofu, que passa por um processo de precipitação, não tem os seus fitatos totalmente neutralizados. Interessantemente, se produtos como o tofu forem consumidos com carne, ocorre uma redução dos efeitos inibidores dos fitatos. (Sandstrom B et al: Effect of protein level and protein source on zinc absorption in humans. J Nutr volume 119 número 1, páginas 48-53; Tait S et al, The availability of minerals in food, with particular reference to iron J R Soc Health, volume 103 número 2, páginas 74-77).

O resultado?

    Deficiências nutricionais que podem levar a doenças como dores crônicas, como dor de cabeça e fibromialgia. O zinco e o magnésio são necessários para o bom funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. O zinco, em particular, está envolvido na produção de colágeno, na fabricação de proteí­nas e no controle dos ní­veis de açúcar no sangue, além de ser um componente de várias enzimas e ser essencial para o nosso sistema de defesas. Os fitatos da soja prejudicam a abosrção do zinco mais do que qualquer outra substância. (Leviton, Richard: Tofu, Tempeh, Miso and Other Soyfoods: The “Food of the Future” – How to Enjoy Its Spectacular Health Benefits, Keats Publishing Inc, New Canaan, CT, 1982, páginas 14-15).
      Por conta da tradição oriental, indústria da soja conseguiu inseri-la num patamar de “alimento saudável”, sem colesterol e vem desenvolvendo um mercado consumidor cada vez mais vegetariano. Infelizmente, ouvimos médicos e nutricionistas desinformados, ou melhor, mal informados por publicações pseudo-cientí­ficas patrocinadas e divulgadas pela indústria da soja, fornecendo conselhos, em programas de TV em rede nacional, no sentido de consumi-la na forma de leite de soja (até para bebês!!), carne de soja, iogurte de soja, farinha de soja, sorvete de soja, queijo de soja, óleo de soja, lecitina de soja, proteí­na texturizada de soja, e a maior sensação do momento, comprimidos de isoflavonas de soja, sobre a qual comentarei mais adiante neste livro. A divulgação, na grande mí­dia, destes produtos de paladar no mí­nimo duvidoso, como sendo saudáveis, tem resultado em uma aceitação cada vez maior dos mesmos por parte da população.

Que prejuí­zo! (Não para a indústria, é claro).

Sabe como se faz leite de soja?

    Primeiro, deixa-se de molho os grãos em uma solução alcalina, de modo a tentar neutralizar ao máximo (mas não totalmente) os inibidores da tripsina. Depois, essa pasta passa por um aquecimento a mais de 100 graus, sob pressão. Esse processo neutraliza grande parte (mas não a totalidade) dos antinutrientes, mas em troca, danifica a estrutura das proteí­nas, tornando-as desnaturadas, de difícil digestão. (Wallace GM: Studies on the Processing and Properties of Soymilk. J Sci Fd Agric volume 22, páginas 526-535). Além disso, os fitatos remanescentes são suficientes para impedir a absorção de nutrientes essenciais.

    A propósito, aquela tal solução alcalina onde a soja fica de molho é à base de n-hexano, nada mais que um solvente derivado do petróleo, cujos traços ainda podem ser encontrados no produto final, que vai para a sua mesa, e que pode gerar o aparecimento de outras substâncias cancerí­genas. Este n-hexano reduz, também, a concentração de um aminoácido importante, a cistina. (Berk Z: Technology of production of edible flours and protein products from soybeans. FAO Agricultural Services Bulletin 97, Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas, página 85, 1992). Felizmente, a cistina se encontra abundante na carne, ovos e iogurte integral – alimentos estes normalmente evitados pelos consumidores de leite de soja.

Mas como? A soja não é saudável? Não é isso que dizem os médicos e nutricionistas?

    Infelizmente, a culpa não é deles, e sim do jogo de desinformação que interessa à toda a indústria alimentí­cia. A alimentação, assim como a saúde, é um grande negócio. Dois terços de todos os alimentos processados industrialmente, contém algum derivado da soja em sua composição. É só conferir os rótulos. A lecitina de soja atua como emulsificante. A farinha de soja aumenta a “vida de prateleira” de uma série de produtos. O óleo de soja é usado amplamente pela indústria de alimentos. A indústria da soja é enorme e poderosa.

E como se fabrica a proteí­na de soja?

     Em primeiro lugar, retira-se da soja moí­da o seu óleo e o seu carboidrato, através de solventes quí­micos e alta temperatura. Em seguida, mistura-se uma solução alcalina para separar as fibras. Logo após, submete-se a um processo de precipitação e separação utilizando um banho ácido. Por último, vem um processo de neutralização através de uma solução alcalina. Segue-se uma secagem a altas temperaturas e à redução do produto a um pó. Este produto, altamente manipulado, possui seu valor nutricional totalmente comprometido. As vitaminas se vão, mas os inibidores da tripsina permanecem, firmes e fortes! (Rackis JJ et al: The USDA trypsin inhibitor study. I. Background, objectives and procedural details. Qual Plant Foods Hum Nutr, volume 35, pág. 232).

    Não existe nenhuma lei no mundo que obrigue os alimentos à base de soja a exibirem, nos rótulos, a quantidade de inibidores da tripsina. Também não existe nenhuma lei padronizando as quantidades máximas deste produto. Que conveniente!
      O povo… coitado… só foi “treinado” para ficar de olho na quantidade de coleterol – esta sim, presente em todos os rótulos. Uma substância natural e vital para o crescimento, desenvolvimento e bom funcionamento do cérebro e do organismo como um todo.

     O povo nunca ouviu falar nos antinutrientes e inibidores da tripsina dos alimentos de soja.

     A proteí­na texturizada de soja (proteí­na texturizada vegetal, carne de soja) possui um agravante: a adição de glutamato monossódico, no intuito de neutralizar o sabor de grão e criar um sabor de carne.
    Alguns pesquisadores acreditam que o grande aumento das taxas de câncer de pâncreas e fí­gado, na África, se deve à introdução de produtos de soja naquela região. (Katz SH: Food and Biocultural Evolution: A Model for the Investigation of Modern Nutritional Problems. Nutritional Anthropology, Alan R. Liss Inc., 1987 pág. 50).
     A minha dica: Quando consumir soja, utilize apenas os derivados altamente fermentados, como o missô e o shoyu. Mesmo assim, muita atenção para os rótulos. Compre apenas se neles estiver escrito “Fermentação Natural”, e se NÃO contiverem produtos como glutamato monossódico e outros ingredientes artificiais. Quando consumir tofu, certifique-se de lavá-lo com água corrente, pois grande quantidade dos antinutrientes ficam no seu soro.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ortomolecular e Vitamina D


    Vitamina D é fundamental para quem tem osteoporose

      A ingestão de cálcio é fundamental no tratamento da osteoporose. Seja através de uma alimentação balanceada e rica neste elemento ou mesmo por meio de comprimidos, o paciente deve consumir 1 mil miligramas de cálcio diariamente, afirma o especialista em osteoporose, o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
      “Muitos médicos receitavam dois comprimidos diários de cálcio, totalizando 1 mil miligramas, o que garantiria a ingestão da quantidade correta do elemento. Assim, mesmo que o paciente não buscasse uma alimentação rica em cálcio, estaria seguindo as necessidades do tratamento. Mas chegou-se a discutir que pacientes que ingeriam dois comprimidos diários de 500 miligramas cada de cálcio tinham o risco de doença cardíaca aumentado. Após muitos estudos, chegou-se a conclusão de que isso não era verdade, mas o lado positivo desta polêmica é que os médicos passaram a dividir a ingestão de cálcio, prescrevendo metade em comprimido e a outra metade na alimentação, o que é muito saudável”, explica o médico, citando o leite e seus derivados, o salmão e verduras como fontes de cálcio.
      Segundo ele, pacientes que têm nível normal de vitamina D no organismo, porém, só precisam de 500 miligramas de cálcio diariamente. “A vitamina D é muito importante na mineralização óssea. É ela quem leva o cálcio para o osso, é a condutora. E hoje sabemos que pacientes idosos que tomam vitamina D melhoram o tônus muscular e o equilíbrio”, diz.

    Magnésio com ácido málico pode ser benéfico no tratamento da fibromialgia

      A associação do magnésio com o ácido málico pode ser benéfica no tratamento da fibromialgia, atuando como miorrelaxante. É o que estabelece um estudo desenvolvido por especialistas na Universidade de San Antonio, do Texas, EUA. Já outro estudo do conceituado Pain & Strees Center norte americano avaliou o uso do ácido málico com a vitamina B6, que também apresentaria resultados favoráveis no tratamento da doença. “Ainda não existem comprovações claras de que a ingestão desses nutrientes possa ser absorvida adequadamente pelo organismo, repondo suas deficiências. Quanto à associação do magnésio com o ácido málico, beneficia os músculos doloridos, enrigecidos e a fadiga muscular”, avalia Sérgio Rosenfeld, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
      Segundo o médico do CREB, o magnésio é responsável pela queima do açúcar e por reações que dão origem a compostos energéticos. “Os portadores de fibromialgia em geral apresentam deficiência de magnésio,mineral que ajuda no relaxamento dos músculos. A reposição desse mineral tem sido utilizada em muitos estados dolorosos, especialmente em cefaléias, com bons resultados. O magnésio também pode ajudar no sono e em espasmos ou cãibras”, explica o Dr. Sérgio. Especialistas também garantem que a performance física melhora com a suplementação de magnésio, através de liberação de energia para a contração muscular. Mas há efeitos colaterais. O reumatologista aponta a irritabilidade intestinal e diarréia. “Para minimizar esses efeitos, é recomendado utilizar o magnésio quelado”, explica ele.
      Quanto ao ácido málico, é um nutriente diretamente envolvido com o ciclo de produção de energia e o metabolismo de carboidratos. “Se o ácido málico não for suficiente, o corpo não pode produzir glicose, o combustível principal para o cérebro”, ressalta o médico. Na natureza, aponta o Dr. Sérgio, o ácido málico é encontrado em frutas e verduras, principalmente na maçã.
      Fonte: CREB-Centro de Reumatologia e Ortopedia 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Radicais Livres

As moléculas dos radicais livres
O combate aos radicais livres está na base da Medicina Ortomolecular. Mas o que são eles?

É considerado um radical livre qualquer átomo, molécula ou íon que tenha em sua órbita um ou mais elétrons livres. Como esses elétrons são muito instáveis e altamente reativos, eles buscam retirar de qualquer composto que esteja próximo o elétron que falta para seu equilíbrio. Eles produzem reações de dano celular em cadeia, por isso são chamados de oxidantes.


Boa parte dos radicais livres é formada pelo percentual não utilizado do oxigênio que respiramos. O organismo, durante o processo de produção de energia, gasta cerca de 98% do oxigênio, o restante forma uma espécie tóxica e reativa do elemento, os radicais livres. Apesar de terem um papel importante no combate às inflamações, bactérias e no controle do tônus dos músculos lisos, atribui-se a eles processos degenerativos como o envelhecimento e o câncer.

A Medicina Ortomolecular acredita que os antioxidantes são capazes de proteger o corpo dos malefícios causados pelos radicais livres. Eles podem ser produzidos pelo próprio organismo ou ingeridos, como é o caso das vitaminas C, E e o beta-caroteno.

Os radicais livres são necessários ao nosso organismo, mas passam a ser um problema quando existem em quantidade excessiva. Nesses casos, o sistema enzimático não consegue neutralizá-los.

São fatores que contribuem para o aumento de radicais livres:

  • Poluição;
  • Cigarro;
  • Álcool;
  • Raio-X e raios ultravioleta;
  • Resíduos de pesticidas;
  • Conservantes, hormônios e aditivos químicos presentes em alimentos;
  • Gordura Saturada;
  • Gordura Animal;
  • Prática de exercícios físicos.

A Medicina Ortomolecular, através do uso de nutrientes, tenta neutralizar os efeitos tóxicos causados pelo excesso dos radicais livres, tendo em vista a prevenção de doenças degenerativas e uma melhor qualidade de vida.
Nutrientes Essenciais
Nutrientes EssenciaisAs células do corpo produzem energia para fabricar diversos tipos de moléculas essenciais para seu bom funcionamento. Várias substâncias participam desse processo e a maioria delas é sintetizada pelo organismo. Porém, cerca de 47 nutrientes não são, e devem ser ingeridas já prontas, buscadas nos alimentos ou em suplementos. Esses são os “nutrientes essenciais”, e a falta deles pode trazer prejuízos ao organismo. Eles são divididos em quatro categorias: vitaminas, sais minerais, aminoácidos e ácido graxo essencial (ácido linoleico).

Vitaminas



O termo “vitamina” começou a ser usado em 1911 pelo bioquímico polonês Kazimierz Funk. Em latim vitasignifica vida e anima, animal. Acreditava-se na época que estes nutrientes eram organismos vivos.

Quando elas começaram a ser estudadas, muitas pessoas tinham carências extremas que provocavam doenças bem específicas e de fácil identificação como o escorbuto, o beribéri e a pelagra. Hoje em dia, o diagnóstico de deficiência vitamínica se tornou mais difícil, já que elas não são tão agudas. Porém, sua carência, mesmo que pouca, causa prejuízos ao organismo.

As vitaminas podem ser divididas em dois grupos, as hidrossolúveis e as lipossolúveis. As primeiras são aquelas que dissolvem em água, são absorvidas pelo intestino e por meio do sistema circulatório são transportadas para os outros tecidos do corpo. As mais importantes para o homem são: B1, B2, B5, B6, B12, C, H, M e PP.

As vitaminas lipossolúveis se dissolvem em gordura. Por meio dos sais biliares, elas podem ser absorvidas pelo intestino e são transportadas para outras partes do corpo pelo sistema linfático. As mais importantes são:E, A, D, E e K.


Alguns alimentos ricos em vitaminas:

Vitaminas Alimentos
 A brócolis, acerola, abacate, cenoura, caju, manga e salsa.
 B1 brócolis, arroz integral, nozes, feijão, ervilha, carne de porco, peixe e gema de ovo.
 B2leite e derivados, carnes, ovo, cereais em grão, vegetais de folhas verdes e vegetais amarelos.
 B3carnes, leite e derivados, cereais em grão, nozes, amendoim, ervilha, feijão e legumes.
 B5leite, ovo, cogumelos, cereais em grão, legumes, milho e abacate.
 B6cereais em grão, arroz integral, batata, banana, aveia, atum e carne de porco.
 B9fígado e vegetais de folhas verdes.
 B12carne vermelha, leite e ovos.
 Cfrutas cítricas, mamão, manga, morango, vegetais de folhas verdes e pimentão.
 Dpeixes de água salgada, fígado e ovos.
 Eaveia, batata doce, brócolis, cereais integrais, nozes, avelã e abacate.
 Hvegetais, ovos e fígado.
 Kcarnes, leite, arroz integral, vegetais de folhas verdes, tomate, ervilha e óleos vegetais.



Sais Minerais



Os sais minerais são substâncias inorgânicas que têm funções importantes para o organismo humano. Eles são responsáveis pela formação das partes sólidas do corpo, como ossos e dentes e mantém a conservação dos tecidos, músculos, órgãos e células sanguíneas.
Sua ingestão em quantidades extremas pode ser perigosa, pois diminui a absorção de outros nutrientes. Pessoas que praticam esportes devem ingerir mais sais minerais, pois eles são expelidos junto ao suor. É por isso que atletas costumam comer banana: ela repõe o cálcio perdido e evita cãibras.

Essas substâncias são muito importantes também para o funcionamento equilibrado do organismo. A depressão, por exemplo, pode estar associada à carência de lítio. Já a falta de cálcio pode provocar bruxismo, queda de cabelo e unhas fracas e quebradiças. Pouco zinco pode causar acne, apatia e falta de memória.

Os sais minerais mais importantes para o homem são: Cálcio, Fósforo, Potássio, Enxofre, Sódio, Magnésio, Ferro, Cobre, Zinco, Selênio e Cromo.

Alguns alimentos ricos em sais minerais:

Sais Minerais  Alimentos
 Cálcio derivados do leite, brócolis, couve e espinafre.
 Cobre amendoim, nozes, ervilha, fígado e trigo integral.
 Cromo mariscos, carnes e cereais.
 Enxofre peixes, carnes, ovos, feijão, brócolis, repolho, cebola e alho.
 Ferro carnes, gema de ovo, fígado, feijão, aveia e aspargos.
 Fósforo carnes, ovos e cereais.
 Magnésio verduras em geral, maçã, nozes e figo.
 Potássio  banana, frutas cítricas, batata, ervilha, melão e tomate.
 Selênio milho, cereais e tomate.
 Sódio sal de cozinha e algas marinhas.
 Zinco peixes, carnes, ovos, castanha do pará e ervilha.


Aminoácidos



Os aminoácidos são pequenas moléculas que, quando agrupadas, formam as proteínas, nutriente indispensável para o corpo humano. Elas são as responsáveis por várias funções: constituem os tecidos e células, estão presentes em nosso material genético, formam alguns neurotransmissores, tem função reguladora e estimulam o sistema imunológico.

Os aminoácidos podem ser divididos de acordo com a forma como são adquiridos, sendo classificados como essenciais ou não essenciais. Os primeiros são aqueles que não podem ser sintetizados pelo organismo humano, devendo ser adquiridos através da ingestão de alimentos como ovos, leite, carne e derivados. São eles: metionina, valina, isoleucina, leucina, fenilanina, tripofano, lisina, treonina, histidina e arginina. Os dois últimos são essenciais apenas durante a infância, depois disso passam a ser sintetizados pelo corpo.

Os aminoácidos não essenciais são aqueles que nosso organismo consegue produzir: a alanina, o ácido aspártico, o ácido glutâmico, a cisteína, a glicina, a glutamina, a hidroxiprolina, a prolina, a serina e a tirosina.

A Obesidade e a Medicina Ortomolecular


Embora eliminar o excesso de peso não seja o principal alvo da medicina ortomolecular, ela realmente faz emagrecer e tem sido cada vez mais procurada com esse objetivo.

O fato é que a medicina ortomolecular oferece um aporte nutricional melhor por meio da suplementação alimentar o que faz com que as pessoas se sintam saciadas. Isso não ocorre quando se segue uma dieta moderna, cujos alimentos estão empobrecidos pela contaminação e refino.

Também é preciso entender a obesidade como um estado físico e patológico. O estado físico é lógico e evidente, porém, o patológico raramente é percebido: a obesidade é um distúrbio profundo do sistema enzimático energético que pode causar mudanças estruturais e funcionais nas células, tecidos e órgãos, em conseqüência de alterações moleculares.

Obesidade resulta, portanto, de agressões em células causadas por elementos tóxicos, sintéticos, envenenamento por metais pesados, diminuição de enzimas, alterações de proteínas, gorduras oxidadas e por alergia alimentar. As células agredidas precisão de alimento para se recuperar. É isso que faz a medicina ortomolecular: dá ao organismo o que ele precisa para entrar em equilíbrio e, como resultado, o corpo se livre do excesso de peso, o que é muito saudável. 


O tratamento ortomolecular completo começa com exames – do fio de cabelo, sangue, urina ou saliva – com o objetivo de avaliar a concentração de vitaminas e minerais no organismo. Com o resultado em mãos, o profissional elabora uma dieta personalizada e prescreve suplementos, na forma de cápsula, comprimido, pó ou injeção, para equilibrar todos os sistemas do organismo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012




A modulação do sistema nervoso autônomo (SNA) pela acupuntura providencia uma rota mecanística que produz respostas terapêuticas tais como controle da inflamação, alívio da dor e saúde cardiovascular. Com o objetivo de avaliar a correlação cerebral do SNA em resposta a acupuntura em diferentes acupontos. Para avaliar a resposta do SNA a acupuntura, um trabalho foi realizado aplicando ressonância magnética funcional relacionada a eventos (er-fMRI) em conjunto com registros do SNA (frequência cardíaca e resposta de condutância da pele). Acupuntura manual foi aplicada nos acupontos Zusanli (E36) e Yinlingquan (Ba9), enquanto um estímulo foi aplicado em uma localização controle chamada de SH1. A acupuntura produziu uma ativação no córtex motor, ínsula, córtex cingulado e desativação da rede em modo padrão. Diferenças entre os acupontos foram encontradas na ativação da ínsula anterior, na qual foi maior em Yinlingquan (Ba9) comparado com Zusanli (E36), enquanto Zusanli (E36) apresenta uma desativação mais abrangente na rede em modo padrão que Yinlingquan (Ba9) e SH1.

A redução da frequencia cardíaca e da impedância da pele foi observado tanto na acupuntura real (Zusanli e Yinlingquan) como falsa (SH1). Acupuntura com forte resposta de condutância da pele, também produziu maior ativação da ínsula anterior. A desativação da rede em modo padrão se relacionou com a redução da frequência cardíaca. Diferentes respostas cerebrais sustentam que o estímulo da acupuntura em diferentes acupontos pode estar relacionado a diferentes fluxos autonômicos, que são responsáveis pelo efeitos terapêuticos do método.






terça-feira, 21 de agosto de 2012




A modulação do sistema nervoso autônomo (SNA) pela acupuntura providencia uma rota mecanística que produz respostas terapêuticas tais como controle da inflamação, alívio da dor e saúde cardiovascular. Com o objetivo de avaliar a correlação cerebral do SNA em resposta a acupuntura em diferentes acupontos. Para avaliar a resposta do SNA a acupuntura, um trabalho foi realizado aplicando ressonância magnética funcional relacionada a eventos (er-fMRI) em conjunto com registros do SNA (frequência cardíaca e resposta de condutância da pele). Acupuntura manual foi aplicada nos acupontos Zusanli (E36) e Yinlingquan (Ba9), enquanto um estímulo foi aplicado em uma localização controle chamada de SH1. A acupuntura produziu uma ativação no córtex motor, ínsula, córtex cingulado e desativação da rede em modo padrão. Diferenças entre os acupontos foram encontradas na ativação da ínsula anterior, na qual foi maior em Yinlingquan (Ba9) comparado com Zusanli (E36), enquanto Zusanli (E36) apresenta uma desativação mais abrangente na rede em modo padrão que Yinlingquan (Ba9) e SH1.

A redução da frequencia cardíaca e da impedância da pele foi observado tanto na acupuntura real (Zusanli e Yinlingquan) como falsa (SH1). Acupuntura com forte resposta de condutância da pele, também produziu maior ativação da ínsula anterior. A desativação da rede em modo padrão se relacionou com a redução da frequência cardíaca. Diferentes respostas cerebrais sustentam que o estímulo da acupuntura em diferentes acupontos pode estar relacionado a diferentes fluxos autonômicos, que são responsáveis pelo efeitos terapêuticos do método.






Os Novos Usos da Acupuntura


Os Novos Usos da Acupuntura

As agulhas estimulam determinados pontos que ativam áreas do cérebro, refletindo em maior irrigação sanguínea e liberação de substâncias que vão beneficiar todo o corpo.
Há mais de dez anos reconhecida como especialidade médica no Brasil (iniciativa tomada pela Organização Mundial da Saúde em 1979), a acupuntura tem expandido seu potencial de utilização, alcançando grande número de doenças nas quais tem se revelado capaz de ajudar terapeuticamente. Nos últimos 30 anos, a pesquisa científica produziu um volume considerável de dados, elucidado os mecanismos de ação, a eficácia clínica e a segurança do uso médico dessa técnica.
Fibromialgia e uma série de outras síndromes dolorosas, a DORT (doença ocupacional relacionada ao trabalho), síndrome do intestino irritável, transtornos emocionais, doenças degenerativas e até bruxismo, a rangedura noturna de dentes que resulta em geral de quadros ansiosos. “Hoje, não temos dúvidas em afirmar que essa técnica milenar se configura como um dos mais importantes instrumentos da medicina contemporânea”, afirma o médico Dirceu de Lavôr Sales, presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura. Custos mais baixos e menor ocorrência de efeitos adversos, em comparação com outros meios terapêuticos, são vantagens destacadas por ele.

Mais do que alívio

No Brasil, há um nicho acadêmico, o Setor de Medicina Chinesa – Acupuntura da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no qual a técnica já foi incorporada ao dia-a-dia do atendimento ambulatorial de um vasto número de doenças: nas seqüelas de acidente vascular cerebral (AVC), nos distúrbios de sono, no estudo das emoções como fator de doença, principalmente em gestantes, nos distúrbios eréteis. Segundo Ysao Yamamura, chefe do setor e vice presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA), todos os estudos são embasados nos princípios da medicina tradicional chinesa.
“No ocidente, a acupuntura é conhecida como recurso para aliviar dores, no entanto a medicina tradicional chinesa é mais ampla, podendo tratar todas as doenças, exceto os casos com indicação cirúrgica.” Atualmente, os vários médicos que se especializaram no uso das finíssimas agulhas como recurso terapêutico na Unifesp utilizam a técnica da Mobilização de Qi Mental. Nela, as emoções são vistas como fator causador de doenças.

A técnica

A acupuntura se baseia na introdução de agulhas de 0,25 mm de diâmetro, em pontos do corpo com fartura de enervação periférica. O princípio da técnica é a de que, quando esses pontos são estimulados, áreas do cérebro são ativadas, refletindo-se em maior irrigação sanguínea e liberação de substâncias que vão beneficiar todo o corpo. A substância age como potente analgésico nos nervos periféricos, que se prolongam por braços, pernas e tronco.
Ysao Yamamura explica que existem dois mecanismos de atuação da acupuntura: a teoria chinesa dos meridianos, e a do Qi (energia) que circula neles e que estariam na origem das doenças. As agulhas propiciariam melhor circulação ao longo desses circuitos energéticos, daí obtendo-se a melhora clínica. “na realidade, o mecanismo é neuro-humoral, isto é, a acupuntura promove a liberação de neurotransmissores e de hormônios que vão ter efeitos nos órgãos internos e promover o alívio da dor.”

Como Age

Muita gente se pergunta como, afinal, a inserção de uma agulha em pontos específicos do corpo age terapeuticamente? Dirceu de Lavôr Sales explica o que acontece quando a agulha atravessa a pele, a gordura e, ao chegar ao nível muscular, estimula uma terminação nervosa.
“Esse estímulo é transmitido através de vias específicas para várias regiões do sistema nervoso, incluindo medula, encéfalo, hipotálamo sistema límbico (organização do sistema nervoso central que controla as emoções), entre outros que, em resposta, levam a um incremento de uma série de substâncias, os neurotransmissores: serotonina, noradrenalina, dopamina. São essas substâncias que influenciam nossas emoções, prazeres e sensação dolorosa. São também elas que agindo na nossa circulação sanguínea ou mesmo em determinadas estruturas nervosas, irão desencadear as ações da acupuntura nos vários sistemas orgânicos. “Os trabalhos da acupuntura, conforme Sales, incluem alguns importantes efeitos: analgésico, relaxante muscular, antiinflamatório, imunorregulador.

Dor do parto sob controle

A técnica já chegou às gestantes em trabalho de parto no Cetro de Atenção Integral à saúde da mulher (Caism), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A obstetra e especialista em acupuntura Roxana Knobel estudou a utilização do método para aliviar a dor durante o processo de dilatação que antecede o parto. As mulheres do grupo placebo receberam três vezes mais drogas, analgésicas e/ou tranqüilizantes, do que as tratadas com acupuntura. Ela também observou o dobro de cesáreas no grupo que não utilizou a acupuntura, devido à intensidade da dor. A técnica também se mostrou segura, pela ausência de efeito colateral para mães e bebês. “A acupuntura é extremamente segura na gravidez e com certeza deve ser a primeira escolha em várias das patologias ou disfunções que afetam a qualidade de vida da gestante”, afirma o médico João Bosco Guerreiro da Silva, professor adjunto da faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP). Dor lombar, insônia, alterações emocionais e digestivas são problemas que podem ser tratados com o recurso das agulhas.

Nas doenças neurodegenerativas

Doenças neurodegenerativas e desmielinizantes como Alzheimer e Esclerose Lateral Amiotrófica, são tratadas regularmente há quatro anos no Setor de Medicina Chinesa – Acupuntura da Unifesp. Segundo a médica clínica e cardiologista Cláudia Misorelli, também acupunturista, são utilizados todos os recursos da medicina ocidental, alopática, e da medicina tradicional, energética. Segundo ela descreve, a acupuntura nessas doenças progressivamente incapacitantes fortalece todo um lado desorganizado do sistema nervoso central, sem deixar de lado o tratamento alopático. Os resultados observados nos 25 pacientes acompanhados desde o início do trabalho têm sido animadores, conforme a médica, apesar de ainda não publicados. Uma entusiasta das possibilidades da técnica, Cláudia afirma que a comprovação do mecanismo da acupuntura em diversas situações clínicas já a distanciou do antigo estigma de “tratamento alternativo”. “É real, age sobre o sistema nervoso central, libera neurotransmissores e substâncias químicas: auxilia real e comprovadamente, é reconhecida pela OMS como especialidade médica e deveria ser tratada como tal.”

Na infertilidade masculina

Um estudo da Unifesp realizado há oito anos analisou os efeitos da acupuntura na fertilidade masculina. Foram acompanhados 19 homens que tinham espermatozóides de baixa qualidade. Desses, 10 receberam agulhadas em pontos específicos. Nos outros 9, as agulhas foram colocadas em pontos falsos. Segundo o urologista e acupunturista Edson Gurfinkel, autor do trabalho, os exames mostravam a qualidade, motilidade (capacidade de locomoção) e forma dos espermatozóides. Não houve mudanças nos dois primeiros, mas em termos de morfologia os resultados foram favoráveis, com aumento de 25% na quantidade de gametas com forma normal. O objetivo do estudo foi avaliar se a técnica de acupuntura poderia ser utilizada em casos de oligoastenozooespermia – baixa quantidade de esperma. Em alguns casos o aumento foi até maior, pois a taxa de espermas normais saltou de 3% para 9%, explica Gurfinkel. De acordo com o médico, para que ocorra fertilização com facilidade, o índice de um homem fértil deve ser de 14%. No grupo estudado havia casos em que esse percentual era apenas de 2%.

Na reprodução assistida

Pesquisa recente envolvendo centros especializados na técnica da fertilização in vitro, no Colorado e Novo México (EUA), concluiu que a combinação com a acupuntura pode elevar em 26% as chances de ter um filho entre mulheres submetidas a pelo menos 11 sessões com agulhas. A explicação dos pesquisadores é que a acupuntura beneficia o fluxo sanguíneo do útero, ajudando a direcionar os medicamentos utilizados na fertilização diretamente para os ovários, enquanto prepara o terreno uterino para a chegada do embrião. Outro fator positivo é o alívio do estresse promovido pela técnica, um dos problemas que podem estar relacionados à infertilidade. O efeito produzido pelas agulhas é particularmente útil em mulheres hiperansiosas por uma gravidez. A psicóloga norte-americana Gayle D. Crespy, que trabalha com um programa de infertilidade desenvolvido pelo Mind and Bodu Medical Institute, associado à universidade Harvard, afirma que mulheres com alto nível de depressão e estresse têm baixos níveis de fertilidade. E a depressão e o estresse são resultado da infertilidade. Isso cria um círculo vicioso. Ela inclui sessões de acupuntura e ioga no programa contra a infertilidade.

Na Depressão

Com o título A eficácia da acupuntura em depressão severa em mulheres, pesquisadores norte-americanos publicaram estudo há dez anos comparando duas modalidades de acupuntura, placebo e real. Aproximadamente 64% das pacientes apresentaram melhora, mas o grupo tratado efetivamente com agulhas nos pontos energéticos registrou melhor resultado. Outro trabalho publicado por autores chineses na década de 1980 comparou a técnica milenar com um antidepressivo, tendo observado melhora de 70% e 65%, respectivamente. A médica Maria do Socorro Paiva de Oliveira, da Unifesp, estuda há cerca de dez anos os processos emocionais. Um dos seus trabalhos foi pesquisar as emoções em pacientes transplantados renais que estavam em processo de rejeição do rim transplantado. “Usamos a abordagem ao inconsciente, trazendo ao consciente possibilidades de mudança de significados”, explica. Emoções reprimidas durante a vida, ambiente familiar e alimentação desregrada, como também a fadiga ou estresse, todos esses fatores repercutem na energia (Qi) do indivíduo.

Quais especialidades já usam a técnica

Dirceu de Lavôr Sales é categórico: a acupuntura tem indicações precisas como método preferencial ou complementar nas disfunções relacionadas à maioria das especialidades médicas. Veja os exemplos citados:

  • GINECOLOGIA
    Tensão pré-menstrual, dor menstrual, cefaléia menstrual, infertilidade, hemorragia uterina disfuncional.
  • NEUROLOGIA
    Cefaléia, neuralgia o trigêmeo, paralisia facial, seqüelas de acidente vascular cerebral (AVC), dor neuropática.
  • PSIQUIATRIA
    Depressão, ansiedade generalizada, pânico.
  • GASTROENTEROLOGIA
    Síndrome do intestino irritável, gastrite, úlcera péptica, constipação.
  • REUMATOLOGIA
    Fibromialgia, artrite reumatóide, Lúpus Eritematoso Sistêmico.
  • PNEUMOLOGIA
    Asma brônquica.
  • OTORRINOLARINGOLOGIA
    Rinite, sinusite.
  • FISIATRIA
    Síndrome dolorosa miofascial.
CMBA | Artigos sobre Acupuntura
http://www.cmba.org.br/artigos/acupuntura/os-novos-usos-da-acupuntura.html
Artigos sobre Acupuntura e medicina em geral

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Modulação Hormonal


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A modulação hormonal visa o equilíbrio glandular de mulheres, homens e crianças, não importa a idade, visa o rejuvenescimento, o equilíbrio orgânico principalmente do ponto de vista glandular e prevenção ao envelhecimento.

Vários hormônios e neurotransmissores vão ficando escasso devido ao envelhecimento, problemas de saúde, estresse, falta de atividade física e lentidão do sistema glandular, uma das melhores respostas para cuidar naturalmente dessa deficiência é a MODULAÇÃO HORMONAL através de suplementos de alto valor biológico, naturais que não ofereçam riscos aos usuários e que tenha uma função corretora e ampla para todos os seres humanos, independente de idade, sexo...

A MODULAÇÃO HORMONAL visa ajustar o organismo (a definição de organismo vem de organização), principalmente em relação à menopausa e andropausa e em toda deficiência glandular: seja baixa libido, pele desidratada, ressecamento vaginal, secura nos olhos, dificuldades de raciocinar, etc. A MODULAÇÃO HORMONAL pode servir também de base para as diversas terapias aplicadas para melhorar a saúde do indivíduo,ou seja, todos os pacientes que buscam uma melhora física, intelectual e mental mais aprimorada. Aqueles que sentem cansaço físico,e mental, distúrbios de esquecimento,desanimo com a vida, desmotivação sexual, ou os que simplesmente querem melhorar sua qualidade de vida e retardar seu envelhecimento.isto inclui, trabalhar os níveis hormonais, associado a uma dieta balanceada e exercícios físicos.

A reposição hormonal visa apenas repor os hormônios que estão com níveis baixos e colocá-los em um nível compatível com a idade. Na modulação hormonal, a suplementação se dá através de hormônios e outros nutrientes, como aminoácidos, vitaminas e antioxidantes buscando atingir níveis hormonais compatíveis com os de nossa adolescência ou inicio da vida adulta, com o uso dos hormônios ditos bio-idênticos, ou seja, aqueles exatamente iguais aos que nossas glândulas produzem. Há algum tempo usavam-se hormônios similares, tais como extratos de plantas, derivados de animais, que sabemos hoje, não são adequados, pois causam distúrbios de receptores e danificam nossa saúde. Os hormônios bio-idênticos foram possíveis de serem produzidos, a partir do projeto genoma, que vem decifrando o nosso código genético, ou seja, o nosso DNA. Hoje por engenharia genética, modificamos o núcleo de uma bactéria e fazemo-la produzir os hormônios tais quais os nossos. Isto é um tremendo avanço científico. Um marco na modulação hormonal.

Também usamos substancias que nos protegem quanto a oxidação celular, que é o processo responsável pelo nosso envelhecimento. São os antioxidantes que podem ser naturais como os encontrados em determinados alimentos. Utilizamos também os precursores da produção dos hormônios e estimulantes do sistema nervoso inclusive que melhoram a circulação cerebral e como conseqüência a memória e a disposição em geral.
O ser humano persegue desde os primórdios da civilização a perpetuação da juventude. Buscou na alquimia, nas fórmulas milagrosas, nas plantas, ervas, enfim até na pedra filosofal. Mas com o advento da evolução da medicina, surgiu um novo campo de estudos nos Estados Unidos, aonde cientistas trabalharam num programa chamado anti-aging, que hoje é reconhecido em todo mundo como a medicina do futuro, a medicina anti-envelhecimento. Os ganhos são claros, como ter um corpo jovem, manter um desempenho atlético, profissional, mental e sexual, condizente com a juventude, mas com a experiência que os anos de vida nos trazem, ou seja, o ganho é enorme em qualidade de vida, quem experimenta esta técnica e colhe os frutos dela, geralmente não quer voltar a se sentir envelhecendo ou mesmo sentir sua performance decaindo a olhos vistos. Quem não gosta de se manter jovem, com um corpo bonito e saudável. Com uma silhueta atraente e poder namorar?
Todos desejam ser felizes e temos esse direito.